domingo, 12 de dezembro de 2010

700 metros e Muitas Reflexões

Para baixo todo santo ajuda. Nem sempre. A demorada operação de resgate dos mineiros presos no Chile, acompanhada pelos holofotes do mundo, demonstra o quanto ocupamos uma terra insondável e nos coloca – ou deveria colocar - em nosso devido lugar. Somos pequenos, frágeis e impotentes diante da Natureza e de suas forças.

A vaidade humana constrói prédios com mais de 700 metros de altura, pretendendo riscar o céu e impor seu domínio. As ilusões de poder continuam fascinando a humanidade. O ser humano é capaz de ir a Lua, viajar a velocidade do som (1224 km por hora), mas só consegue avançar poucos metros por dia na perfuração do solo. Longos meses serão necessários para que as máquinas vençam apenas 700 metros, sete quarteirões – menos de um quilômetro do chão que está sob seus pés.

Loucamente, fabricam-se bombas atômicas para exterminar num segundo uma cidade inteira, armazenam-se arsenal capaz de explodir o planeta inteiro, mas não conseguiram produzir a máquina eficiente para perfurar o solo profundo rapidamente. A Terra é insondável, sólida, densa e internamente chega a ser tão quente quanto o Sol. Explorada, bombardeada, não se vinga e nem dá troco: não é este o espírito da mãe natureza. Ela apenas reage, recompondo sua força e forma. Nunca, jamais, é sorrateira: como mãe amorosa, quando desrespeitada sempre dá muitos sinais de alerta, antes de drástica reação.

O episódio chileno possibilita muitas reflexões. Pensar sobre a dimensão da Natureza e o quanto precisamos conhecê-la e respeitá-la. Como os rios, oceanos e montanhas, a mina chilena deu avisos de que iria iniciar um processo de se recompor. Mas, como costuma acontecer, a mãe-natureza não foi ouvida: o desrespeito arrogante persistiu até o desastre se concretizar.

Há um lado positivo para redimir um pouco nossos tão falhos comportamentos humanos. O pequeno grupo de mineiros retido demonstra qualidades ímpares: se mostram unidos, organizados, resistentes e capazes de lidar com o infortúnio com serenidade. Dão um exemplo do quanto a dureza do trabalho rude pode aprimorar o espírito humano. O serviço penoso que os mantém fisicamente sujos parece ter aprimorado virtudes: solidariedade, capacidade de superar frustrações, resistência a privações. A pele engrossada e as unhas sujas brutalizaram os corpos, mas em muito podem ter ajudado a aprimorar suas almas.

A humanidade evolui mais fazendo forçados trabalhos do que aboletada em funções abusivamente remuneradas. É mais fácil evoluir na privação do que na abastança. O efeito provocado pelos excessos de conforto e luxo vem sendo demonstrados em diários maus exemplos dos seguimentos mais poderosos da sociedade. Paradoxos que merecem reflexão e mudança de paradigmas.

Publicado Caderno Mulher
Jornal Agora
04/09/2010

sábado, 21 de agosto de 2010

Quintal do Vizinho

Outra vez nos chega, de presente, container de lixo vindo do outro continente. Países que nos consideram de categoria inferior, que impõem barreiras alfandegárias severas a nossa gente, remetem seu lixo sorrateira e criminosamente. Comportam-se como aqueles vizinhos selvagens, que jogam dejetos para o quintal do lado imaginando que moscas, mosquitos e ratos respeitarão o muro de suas casas. O caso acontecido nesta semana, reprise de filme visto recentemente, resulta do encontro de inescrupulosos de vários países. Espertamente, fizeram uma negociação na qual todos venderam: uns venderam o lixo, outros venderam o transporte e outros venderam o lugar em que vivem e todos venderam sua almas por um negócio realmente muito sujo. Por ganância, para ter lucro fácil e rápido, intoxicaram um pouco mais nosso já sofrido meio ambiente. Mais grave do que a reincidência do achado é a desconfiança de que o descarte internacional venha acontecendo há largo tempo e só raramente seja detectado, tornando o negócio menos arriscado e ainda mais lucrativo.

Pensam que há vários planetas? Que mandando para o outro lado do oceano, o lixo desaparecerá e o problema ficará resolvido? O que precisa acontecer para que se desfaçam as ilusões nacionalistas e que o mundo todo assuma o compromisso de preservação ambiental? Quanta incapacidade de ver a Terra como a casa de todos. Os sinais claros e dramáticos da mudança climática em andamento parecem não ser suficientes para despertar a consciência planetária.

Por todos os cantos pulsam transformações agudas: maremotos, enchentes, grandes incêndios, temperaturas chegando a extremos de frio e de calor em vários países. Oceanos bombardeados por resíduos vão levando a extinção da flora e fauna ali existentes. Migrações de populações por questões ambientais vão se tornando freqüentes. Tudo filmado, fotografado, documentado para os olhos que queiram ver. Os excessos do consumo, que continuam sendo cega e irresponsavelmente estimulados, associados à total ausência de comprometimento com ações responsáveis de cuidado ao meio ambiente antecipam e agravam tragédias. O lixo mais do que compõe o cenário, é questão vital, envolve a saúde das pessoas e a sobrevivência do planeta. Deveria ser pauta preferencial dos agentes públicos, jamais poderia fazer parte de negociações meramente comerciais ou de financiamentos políticos partidários. É sério demais para ser trocado por patrocínio, tornado refém de interesses especulativos e financeiros.

Um impressionante vídeo da Discovery demonstra a estrutura do planeta e compara: se a Terra fosse uma laranja, nós ocuparíamos apenas a casca. Abaixo da sutil faixa que ocupamos, o resto são camadas insondáveis, tal sua densidade e temperatura. Essa casquinha de laranja é todo o ecossistema que nos permite viver e que está sendo duramente castigado. Por isso, que ninguém pretenda sacudir os ombros ou lavar suas mãos. O problema é nosso e temos que encará-lo: que se investigue profundamente o tráfico de lixo e que se puna de modo exemplar, tornando-o um péssimo negócio.
Publicada Caderno Mulher
21/08/2010

domingo, 8 de agosto de 2010

O Sumiço dos Ouvintes


Com nostálgica saudade, recordo os tempos do rádio, quando a TV ainda não existia e o universo do imaginário era povoado por vozes e sons. Eu ouvia o Repórter Esso, cuja voz se sobressaia aos chiados do rádio de válvulas. Era pequena demais para entender o significado das noticias, mas me encantava com o aparelho – em madeira caprichosamente arqueada e com uma voz misteriosa saindo por entre a tela tramada de tecido e filetes metálicos. O mesmo sentimento de doce nostalgia me envolve quando recordo a eletrola grande da sala de casa e os momentos em que, muito miúda, saboreava escutar as histórias infantis dos pequenos discos coloridos de vinil. O som enriquecido de ruídos de fundo me levavam a uma viagem imaginária encantadora. Aquela era uma época em que se dava ao cérebro o trabalho de imaginar, de criar as imagens e também o tempo necessário para refletir sobre as palavras e seus significados. Éramos todos – crianças, jovens, adultos e idosos – ouvintes treinados: o entretenimento mais prazeroso nos entrava pelos ouvidos e fazia desta uma via importante de nossa sensibilidade. E as pessoas conversavam, proseavam muito.

Com o advento da televisão, rompe-se a primazia do som e entramos na era da imagem, com efeitos muito diferentes e, em alguns aspectos, bastante adversos. Enquanto para ouvir precisamos de atenção, sem a qual o som nem é captado, ver televisão exige apenas a presença de nossos corpos: diante do aparelho nos tornamos pateticamente hipnotizados por imagens e mensagens subliminares de todos os gêneros. Não precisamos fazer nada, nem pensar. O aparelho inaugurou a era da distração, que progressivamente invadiu todos os momentos da vida com cada vez maior número de aparatos de imagem. Em qualquer situação, nossa atenção é seqüestrada por estímulos visuais, capturada de mil modos e grande é o esforço necessário para resistir a tantos apelos.

De ouvintes atentos que em maioria éramos, nos transformamos em falantes distraídos. Esse é o mundo dos falantes – inclusive as máquinas. Somos “atendidos” por gravações e dialogamos com terminais eletrônicos e falamos com códigos: disque 1 para isto, 2 para aquilo, 3 para aquilo outro; conversamos com números. Os diálogos estão se tornando monólogos coletivos nos quais todos falam, falam, falam, sem que alguém se coloque na condição de ouvinte. Está cada vez mais difícil ouvir e ser ouvido.

Se nas situações pacíficas e harmoniosas, a falta de escuta é constante, nas cenas de conflito a possibilidade de alcançar entendimento por via do diálogo beira o impossível: ninguém quer ouvir a parte contrária. O importante é preservar a trincheira de seu ponto de vista. A comunicação é feita no modelo bombardeio. Cada um usa a munição que tem em mãos e, diante da bandeira branca da parte contrária, aproveita-se a brecha para recarregar as armas e achar um ponto vulnerável do interlocutor, tornado adversário.

Estão sumindo os ouvintes, acabaremos todos falando com as paredes.

Crônica Publicada no Jornal Agora, Caderno Mulher
dia 07/08/2010

domingo, 25 de julho de 2010

A Nova Alma Riograndina



“Assim como cada época, por mais lamentável que seja, se julga mais sábia que as precedentes; assim também a cada idade de um homem, esse julga-se superior ao que fora antes; enganam-se ambos muitas vezes”. (in Sabedoria da Vida, Shopenhauer)


Rio Grande foi o berço deste Estado, já foi capital no tempo da província, já foi muita coisa e depois adormeceu. A partir dos anos 50-60 do século passado, só se viu esta terra minguar com o desaparecimento do parque industrial que sustentava sua economia. Foram-se as fábricas e todas as gerações nascidas desde então se tornaram – de algum modo – órfãs da Swift e das grandes empresas que deixaram de existir. As histórias de muitas famílias demonstram efeitos de longo prazo derivados do fechamento daquele ciclo, sucedido por décadas de desesperança.

Adquirimos maus hábitos em função deste dramático colapso coletivo: tornamo-nos negativos, pessimistas, ranzinzas e até um tanto invejosos dos sucessos alheios. O espírito riograndino, que fora pioneiro, obscureceu-se. Deixou-se de acreditar que pudesse aqui alguma coisa dar certo e, em vez de apostar no futuro, semeando bons projetos, fez-se deste um chão de lamentações.

De repente, quando já quase ninguém acreditava, abriu-se um novo ciclo. Da sombria Terra do Já Tivemos para o alvorecer do novo tempo que estamos vivendo há um saldo imenso, mas também uma grande oportunidade de sacudir a poeira da desesperança, de renovar o ânimo, de tornar outra a alma desta cidade. É, os lugares têm alma, energias coletivas que qualquer pessoa medianamente sensível percebe: há cidades amistosas, acolhedoras; outras hostis, frias; cidades tensas e cidades tranqüilas. E Rio Grande, que tinha uma alma sombria, vive a oportunidade de renascer com outro espírito. Está surgindo uma nova cidade. A transformação está nas ruas e também nas pessoas; é realidade vista e vivida, para espanto dos pessimistas.

Há muito por fazer, ainda estamos na fase dos ensaios e dos erros. A cidade pulsa nervosa com tantas novidades, mas reage ranzinza diante das primeiras dificuldades, absolutamente naturais do processo. É como se quisesse as mudanças, mas não desejasse mudar.

Pois é hora de repensar essa nova cidade e refletir que somos nós, cada um dos que aqui vivem, que poderemos fazer deste um lugar melhor para se viver, aproveitando positivamente as transformações. Ou podemos persistir nos agarrando ao ânimo derrotista de até então e apostar nos aspectos negativos - pois estes naturalmente também existirão. Neste último caso, continuaremos a ladainha de lamúrias.

O bom senso diz que podemos – e devemos - instaurar um clima melhor, olhando positivamente o que está sendo feito e criticando apenas de modo construtivo o que precisar ser corrigido; sendo mais tolerantes, mais solidários, mais gentis e até mais simpáticos. Para nos tornarmos – individual e coletivamente – melhores do que já fomos temos que exercitar nossas virtudes, nossas qualidades positivas e corrigir nossos erros; sem tal esforço, apenas reeditaremos nossos velhos problemas.

sábado, 10 de julho de 2010

Perdemos. Óbvio!

                                                                         

“... assim como hoje o povo do Brasil usa a força
do  pensamento de modo pouco eficaz,
com a esperança de obter metas futebolísticas
e de escassa importância real, no futuro
o mesmo povo poderá usar essa força
para superar seus desafios culturais,
econômicos, sociais e ambientais.” [1]

Perdemos, pois nem sempre se pode ganhar. Óbvio.

Perdemos, porque o time adversário estava vivo, correndo no campo, jogando, disputando a bola e mirando o gol. Óbvio

Perdemos, posto que para fazer um gol, além do talento, há de se ter um sopro de certeira boa sorte. Assim como a bola por um triz entra, por outro triz fica de fora da trave que separa o sucesso do fracasso. No placar não são contados os quase gols. Óbvio.

Perdemos, porque há variados talentos, esforços e sortes distribuídos em todas as nacionalidades; não são patrimônios exclusivamente brasileiros. Óbvio.

Perdemos porque não se pode ganhar sempre o jogo, e era só um jogo. Óbvio.

Tudo isto absolutamente óbvio. Pois estas obviedades trazem lições para a vida, ou podem trazer se forem analisadas. Muita sabedoria está assim, ao alcance de quem observa aquilo que lhe salta aos olhos. A vida é generosa em situações óbvias, mas a mente desatenta não as enxerga. Absorta em milhares de distrações, pouco reflete e vai perdendo preciosas oportunidades de aprender, de evoluir.

As vivências cotidianas só nos servirão de lembranças se estiverem ligadas a algum aprendizado e aprendemos muito mais coisas com as derrotas do que com as vitórias. Porém, se buscarmos nas prateleiras de uma livraria, encontraremos ampla variedade de títulos sobre o mesmo tema: receitas de sucesso. Se seguidos a risca todos os passos recomendados, raramente alcançamos o mesmo resultado dos autores destes livros.

O sucesso parece com aquela água que se vê ao longe sobre a estrada e que, ao nos aproximarmos, descobrimos ser apenas uma ilusão de ótica. Os sucessos – em quaisquer áreas - são fugazes, passageiros, perigosamente ilusórios. As glórias alcançadas costumam vir acompanhadas da traiçoeira fama, inspirando orgulho e vaidade; insuflando o ego com arrogante autoconfiança. Seu efeito mais danoso pode ser constatado nos percursos meteóricos de alguns conhecidos personagens do mundo das artes e dos esportes - carreiras promissoras destruídas pelos excessos de dinheiro e de fama.

Já as decepções, se bem aproveitados, são capazes de promover positivas transformações. As derrotas colocam as coisas no seu devido lugar: demonstram a fragilidade humana. Os fracassos são férteis semeadores de pensamentos virtuosos: humildade, autocrítica construtiva, reconhecimento do valor alheio, solidariedade.

Da recente frustração futebolística se podem colher vários aprendizados: a Copa do Mundo não era brasileira por antecipação; os bem pagos jogadores não são heróis e nem estavam a serviço da salvação da pátria. E a pátria amada Brasil tem coisas mais importantes para pensar e para resolver. Óbvio.

[1] Carlos Cardoso Aveline, O Brasil e a Força do Pensamento, http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=409

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Origem do Movimento Teosófico no Brasil

     O blog  http://www.riograndeteosofia.com/ publica  hoje artigo com o título "Origem do Movimento Teosófico no Brasil", de autoria de Carlos Cardoso Aveline.  A sua leitura atenta do texto oferece uma visão mais ampla do percurso histórico da teosofia. Interessante ressaltar  a informação nele contida de que foi nesta região do extremo sul do Brasil, na cidade de Pelotas, que em 29 de julho de 1902 foi fundada a primeira loja teosófica brasileira - loja Dharmah.  Ressurgir e fortalecer o movimento pensamento teosófico é a missão do http://www.riograndeteosofia.com/.
    

domingo, 27 de junho de 2010

AVASSALADORES ENTUSIASMOS





     Poucas coisas são tão traiçoeiras como os entusiasmos: eles detonam poderosos estímulos orgânicos, mexem com a sofisticada química cerebral; atiçam vontades, cegam, ensurdecem, emudecem, entorpecem... Importa pouco o motivo que detona a elétrica tempestade, o impulso das paixões é avassalador. O excesso de entusiasmo provoca um abalo sísmico no corpo todo, deixando o coração aos pulos, a respiração ofegante, o cérebro atrapalhado e o pensamento confuso.

     A intensidade do bombardeio emocional absorve e domina todos os sentidos, por isto a expressão que mais se ajusta a seus efeitos é a palavra avassaladora: que avassala, faz da pessoa um vassalo, um servo. Sob efeito de forte emoção, se pode ir do ridículo ao cometimento de desvarios e até a prática de crimes.

     A provisória loucura pode ser provocada por um amor que se revele grande, capaz de sobreviver à avidez dos impulsos; mas também pode ser detonada por coisa qualquer: um objeto que se deseje comprar, um negócio que se deseja concluir, um jogo de futebol, a disputa de um campeonato. E lá se vai fora toda a razão, com sua capacidade de pesar, medir e ponderar. Perde-se o raciocínio, deixa-se de lado a inteligência. O cérebro fica aprisionado, torna-se presa das emoções quando está sob efeito da química da paixão, com febre de entusiasmo.

     No caso do futebol, quando se observa as ruidosas manifestações de torcedores – cada vez mais barulhentos – dá para perceber que o ruído incentiva ainda mais a tensão e exalta os ânimos, retroalimentando o processo. Pessoas normalmente pacatas podem se alterar completamente, demonstrando excitação que lhes seja incomum. Há uma sensação de prazer em desfrutar tanta euforia, soltar gritos que avançam quarteirões e riscar o céu com rojões. O extravasar explosivo das emoções resulta para uns em descarga da tensão, mas para muitos apenas reforça o processo, deixando a pessoa ainda mais entusiasmada. Os riscos deste tipo de excesso relativamente à Copa do Mundo já foi alvo de pesquisas médicas na Alemanha e agora está sendo estudado no Brasil, em vários hospitais, para avaliar a hipótese de aumento de urgências cardiológicas. Talvez em breve o Ministério da Saúde precise lançar uma advertência semelhante à existente para cigarros e bebidas, alertando: evite o excesso de entusiasmos em sua torcida, proteja seu coração.

     Como a aceleração cardíaca limita a capacidade de raciocínio, acarreta também um efeito semelhante ao da embriaguez. Pode-se falar de uma embriaguez sem álcool, que compromete a capacidade de dirigir, por isto se vê tantos excessos ao volante ao final de jogos de futebol.

     Acima dos riscos imediatos citados, o mais importante pode ser refletir se controlamos nossas emoções ou se são elas que nos controlam? Seremos vassalos ou senhores de nossos entusiasmos?

     Nota final: convido os leitores a visitarem a página http://www.riograndeteosofia.com/. Ali encontrarão textos de filosofia clássica e de teosofia.
publicada Jornal Agora - Caderno Mulher
26jun2010